Conheça a história do feirante que começou a trabalhar aos 14 anos e mais tarde pode adquirir a própria banca. Edson de Ricci ou “Edson Batateiro” aprendeu rapidamente que no comércio o importante é ter bom atendimento, preço adequado, variedade e qualidade. Por isso, ele acorda às 3 horas da madrugada para comprar sua mercadoria e às 5 horas já está com a banca montada e o bom humor nas nuvens. Apesar da correria, o feirante não descuida da responsabilidade com seu negócio, da feira como um todo e dos colegas que ganham seu pão de sol a sol, diariamente, atrás das barracas: Edson contribui com o sindicato anualmente e recomenda a adesão dos feirantes. “Se a gente diluir a taxa dá uns R$ 50 por mês. Não é nada! O Sindicato é bom porque defende a gente. Tem feira que ia ser mudada para um lugar pior e o sindicato não deixou”, lembra.
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O ABC do bom humor e das vendas
Aos 14 anos, Edson de Ricci já usava o gogó para chamar a atenção do cliente para as batatas que comercializava. Na verdade, além da batata, a banca vendia também alho e cebola (entre feirantes o segmento é conhecido como ABC). Nessa época, Edson era empregado e aproveitou o tempo para vender bem, aprender sobre o funcionamento da feira e juntar dinheiro.
O tempo passou e 7 anos depois a antiga dona da banca precisou se afastar devido a um problema de saúde. Não foi como ele desejava e sonhava, mas a oportunidade de ter o próprio negócio estava batendo à sua porta. Embora pesaroso com a delicadeza da situação, Edson não podia deixar a oportunidade passar. Vendeu um carro, pegou as economias que tinha, fez as contas e fechou negócio. A partir daí ele passaria a dono da própria banca. “A feira é boa! Não tenho o que reclamar. Aos 14 anos entrei na feira, fiquei 7 anos registrado e Deus abençoou consegui comprar a barraca hoje faz 18 anos que eu tenho a barraca”, resumiu.
Boa parte desses anos todos, Edson passou buscando os melhores produtos, os preços mais acessíveis e atendendo seu cliente com simpatia e prontidão em cinco feiras Jurema (quarta), Paes de Barros (quinta), Uirapuru (sexta), Jardim São Paulo (sábado) e no Jardim Presidente Dutra (domingo) durante a semana. A entrevista chega ao fim quando os clientes começam a perguntar sobre os produtos e seus respectivos preços. É hora de deixar o Edson trabalhar.
